Correndo riscos por Jesus

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Uma vez que o Espírito Santo habita em cada cristão, podemos confiar de que Ele há de completar Sua obra por meio deles. Sim, existem riscos ao se encorajar o envolvimento de leigos no ministério. No entanto, creio que há muito mais riscos em não fazê-lo. O risco de não absorver os leigos no ministério é a estagnação. Correr riscos é normal, e é a forma de amadurecer as pessoas e fazê-las crescerem. Cloud e John Townsend escrevem no seu melhor livro, Boundaries (Limites):

“O pecado que Deus repreende não é tentar e falhar, mas não tentar. Tentar, falhar e tentar de novo é aprendizado. Não tentar não traz bons resultados; o mal irá triunfar”. Deus expressa sua opinião acerca da passividade em Hebreus 10.38,39: ‘Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma’. O comportamento passivo, ou mesmo que recua, intimidado, é intolerável para Deus, e quando nós entendemos o quanto isso é destrutivo para nossa alma, podemos perceber porque Deus não tolera essa atitude” (pp 99-100).

Tentar e falhar é o modo como aprendemos, e como crescemos e amadurecemos. O medo de errar tem levado muitas igrejas a sufocar o trabalho dos leigos por meio de requisitos intermináveis e níveis de organização. Igrejas e agências missionárias têm feito isso por anos. Roland Allen (1868-1947), um ministro anglicano e missionário na China, percebeu que a obra de Deus foi muitas vezes prejudicada pela falta de confiança de que Espírito Santo usaria pessoas comuns na edificação da Igreja. Allen escreveu o livro The Spontaneous Expansion of the Church (A Expansão Espontânea da Igreja), no qual ele diz, “Cristo treinou seus líderes, levando-os consigo enquanto ele ensinava e curava, fazendo a obra que eles, como missionários, fariam; nós treinamos em instituições. Ele treinou bem poucos, com quem ele tinha um relacionamento pessoal; nós treinamos muitos, que simplesmente passam pelas nossas escolas, tendo em vista um exame e um compromisso” (p. 27)

Se falharmos ao permitir que o Espírito Santo revista as pessoas com poder, prestamos um grave desserviço. Na verdade, estamos impedindo que as pessoas sejam quem Deus quer que elas sejam. Permitir que as pessoas participem ativamente na obra de Deus é arriscado, e sim, nem sempre poderemos controlar o que pode acontecer. No entanto, temos que ser como Cristo, e preparar os nossos leigos para serem ministros, discípulos, coparticipantes, e mudar o mundo no processo. Sim, pode ser arriscado, mas há muito mais risco em não fazê-lo.

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