Como estão nossas lives?

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A pandemia do Covid-19 está trazendo muitas mudanças no cotidiano do mundo inteiro. Mudanças nos comportamentos sociais, nas comunicações, na economia e, no caso das igrejas, na maneira como nos reunimos e celebramos a Deus.

Um dos meios mais abençoados de comunicação e reuniões, principalmente nas igrejas, tem sido as lives. São diferentes ferramentas, mídias sociais, aplicativos que oferecem opções de voz e imagem, alguns com nitidez e qualidade impressionantes. Por meio deles temos feito reuniões de oração, discipulado, cultos online, escola, reuniões de liderança. Mas é preciso ter cuidado em como fazemos tantas reuniões.

Antes do Covid-19, poucas igrejas faziam transmissões online ou lives. Algumas faziam reuniões virtuais de liderança, de treinamento, mas não de maneira tão massificada como o é agora. A coisa boa é que todos fomos forçados a entrar definitivamente nessas comunicações virtuais. Outra coisa não tão boa é que muitos não sabem direito por que fazer, como fazer, ou quanto fazer.

Livro All-in

Isaias Huber

Livro Profecia e Cura dos Enfermos

Mathew Helland

Livro Meu Amigo Espírito Santo

Abe Huber

Livro Ofendido Nunca Mais

Abe Huber

No início da pandemia as lives viraram moda. Muita gente, que nunca tinha usado esses recursos, ou que os usava muito pouco, ficou empolgada, animada, igual aos adolescentes quando descobrem séries ou jogos novos. E muitas igrejas, e líderes, começaram a fazer lives de manhã, de tarde, de noite.

A questão é: num “tempo normal”, sem pandemia, sem quarentena ou isolamento social, de quantas reuniões os nossos líderes de células e os nossos membros participam, normalmente? Em geral eles vão para o culto de celebração aos domingos, para um treinamento ministerial em algum dia da semana, para a célula e para o discipulado um a um (que em muitos casos é de 15 em 15 dias). Há outras reuniões opcionais de oração, de jovens, de ministérios, mas somente para aqueles ligados àquele grupo de interesse ou ministério.

O que ocorre é que durante a pandemia as pessoas começaram a participar de 15, 20, 30 lives por semana. Além das reuniões já convencionais das igrejas, têm líderes fazendo lives pela manhã, pela tarde e pela noite, todos os dias. Mas, quando não havia pandemia, a gente se reunia tanto assim?

Hoje, dois meses depois do início do isolamento na maioria das cidades, a novidade e a euforia das lives está passando. Mas precisamos continuar fazendo lives; elas continuam mais necessárias do que nunca. Elas só precisam ter um objetivo, um foco, uma razão concreta. Fazer live pela live em si não é inteligente. Apesar do isolamento, as lives podem cansar as pessoas, pelo excesso de exposição. Por mais que sejamos animados, amorosos, ungidos, as pessoas não precisam entrar em lives conosco duas ou três vezes por dia, 15 ou 20 vezes por semana. Lembre-se que elas também entram nas lives de seus trabalhos, de suas famílias, de suas células, e nas lives de outros líderes e palestrantes de renome nacional e internacional. Em “tempos normais” a gente não se reúne com elas essa quantidade de vezes.

Bíblia The Send – Here Am I

Bíblia The Send – Stadium

Bíblia The Send – Chegou a Nossa Hora Brasil!

Bíblia The Send – A Guerra Contra Inatividade

Aquilo que é uma bênção pode cansar pelo excesso de uso. Cabe aqui aquele conhecido aforismo: “aprecie com moderação!” Comer chocolate é maravilhoso e quase todo mundo gosta, mas comer chocolate demais, toda hora, pode enjoar. Assim, vamos usar as mídias para reuniões online e lives com moderação.

Caso as pessoas não participem das reuniões principais e essenciais da igreja na modalidade online, os líderes e discipuladores podem, amorosamente, conversar com elas e encorajá-las para que congreguem, que estejam junto, online. Podemos fazer isso do mesmo jeito que fazemos quando as pessoas não vão para o culto de domingo ou para a célula em “tempos normais”. Mas ninguém pode ser cobrado ou ser mal visto por não entrar em todas as lives que são feitas manhã, tarde e noite. É bom que elas saibam que estamos oferecendo boas lives, com bons temas, bons conteúdos, mas ao mesmo tempo deixá-las optar por entrar em todas elas, ou não, ou naquelas que mais lhes interessarem.

Os psicólogos, tanto seculares como cristãos, são unânimes em que há um excesso de lives no ar hoje, o que não é benéfico para quem se expõe a tantas delas. Alguns dos hosts se acham especialistas em tudo ou em quase tudo, e querem fazer live sobre qualquer coisa, a toda hora. Mesmo durante a quarentena, há momentos em que as pessoas querem silêncio, sossego.

Existem algumas frutas cítricas que são doces, agradáveis, maravilhosas, mas comê-las em excesso adormece os dentes. Certamente com as lives é a mesma coisa. Fazer lives, sim, mas quanto? Como? Por quê? Com que frequência?

Um bom pregador, professor, líder, prepara-se para fazer suas reuniões e ministrações. Do mesmo jeito, é importante fazer quatro perguntas fundamentais antes de recorrer às lives:

1. O assunto tem conexão real com o momento que o meu povo está vivendo neste momento?

2. Meu público, minhas ovelhas, tem interesse pelo tema?

3. Dediquei tempo para elaborar, resumir, sintetizar, e apresentar informações e conteúdos sérios, bíblicos, coerentes com a realidade, e não apenas minhas opiniões pessoais?

4. Abordar esse tema vai gerar crescimento, encorajamento, edificação, compromisso no meu povo?

Manual do Superv. de Células

Jovah Lima

Livro Projeto Natanael Três

Lucio Rodrigo

Livro Discipulado Fácil

Elvis Oliveira

Livro Paternidade Espiritual

Whodson Almeida

Se as respostas a essas perguntas forem “sim”, então faça lives. Mas observe o tempo, a frequência, a qualidade da transmissão, e preste atenção aos feedbacks. E que as nossas lives não sejam “mais do mesmo”, dizer o que todo mundo já disse ou redizer o que já dissemos muitas vezes. Temos que oferecer maná novo em cada live, coisas boas do céu. Nossas lives precisam ser vivas, como a semântica da palavra original também sugere!

Boas reuniões e boas lives para todos.

Fonte