Um copo de leite e biscoitos

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Certa vez, um jovem pobre que vendia bombons de porta em porta para juntar dinheiro para seus estudos, estava com muita fome. Ele havia passado o dia todo na rua e, como só havia ganhado uma moeda, ficou o dia inteiro sem comer.

Sem forças para seguir em frente, o rapaz decidiu que, em vez de tentar vender os bombons, iria pedir um pedaço de pão ou um pouco de comida na próxima casa que batesse. No entanto, ele ficou com vergonha ao ver que uma jovem linda atendeu a porta. Então, em vez de pedir algo para comer, ele pediu apenas um copo d’água. A moça percebeu que o jovem estava com fome e lhe trouxe um grande copo de leite e alguns biscoitos que sua mãe havia feito. Ele comeu e bebeu bem devagar, depois perguntou:

— Quanto te devo, moça?

E ela respondeu:

— Nada. Você não tem que me pagar nada. Meus pais me ensinaram a ajudar o próximo.

Sem jeito, o garoto agradeceu:

— Nossa, muito obrigado então. Agradeço a você e seus pais. Que Deus os abençoe!

O jovem deixou aquela casa não só com a barriga cheia, mas também com a fé renovada! Ele voltou a acreditar em Deus e na bondade das pessoas. Antes daquele copo de leite e dos biscoitos, ele havia decidido que iria abandonar o sonho de fazer a faculdade de medicina devido às dificuldades que estava vivendo, mas o gesto de bondade o reanimou.

Dez anos mais tarde, aquela moça ficou doente e os médicos locais não sabiam o que fazer, já que a doença era muito grave… Decidiram, então, encaminhá-la para o hospital da cidade grande. O médico de plantão naquele dia era o Dr. Mario Silveira, um dos maiores especialistas do país naquela área. Quando ele soube que a moça vinha do povoado onde ele cresceu, algo tocou o seu coração e, rapidamente, foi ver a paciente.

O médico, então, reconheceu aquela moça e, imediatamente, começou a fazer tudo o que podia para salvar sua vida. O Dr. Mário passou também a dedicar seus dias de folga para dar mais atenção à paciente. Porém, ele não disse nada a ela sobre o encontro que tiveram há dez anos.

Depois de muita luta, enfim, conseguiram vencer a doença! Ao receber alta, ela foi para casa feliz, mas com o coração apertado, pois imaginava que teria que trabalhar o resto da vida para pagar aquele tratamento tão longo e caro. Quando ela entrou em seu quarto, sentou na cama e abriu a carta de cobrança do hospital, os seus olhos se encheram de lágrimas com o que estava escrito naquele papel:

Tratamento totalmente pago, há muito anos, com um copo de leite e um prato de biscoitos. Assinado: Dr. Mário Silveira”.

Só então a mulher se lembrou do menino que havia batido em sua porta em busca de um copo d’água. A partir daí, ela passou o resto de sua vida ajudando crianças carentes que não tinham condições de ter um futuro melhor.

Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos. Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade” (I João 3.16-18).

Autor desconhecido

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