Guerra espiritual no plano familiar – Parte Final

0
283
Em Malaquias 4:6, Deus promete que converterá os corações dentro de casa. Precisamos deixar Deus fazer essa obra em nosso coração, para que a cura brote em nossa casa. Estamos em guerra, mas numa certeza de que a bandeira da vitória já foi arvorada em nosso favor e somos vitoriosos. Ainda que um membro da sua família não esteja tão correto, você precisa acreditar e fazer guerra para libertá-lo. O vício, as drogas e o álcool não são maiores do que a promessa de Deus. A escravidão do pecado não é maior do que a promessa de Deus.

Se estivermos andando rigorosamente na Palavra e se entrarmos numa guerra espiritual pela nossa família, não haverá demônio que resista a um guerreiro de Deus. Você é esse guerreiro, chamado vencedor. O Grande Guibor está à sua frente, guerreando as suas guerras e as suas batalhas, e você não será envergonhado neste processo. Temos a vitória na autoridade do Senhor Jesus Cristo.

Abraão, um estrategista familiar

Abraão e Ló estavam distantes, mas Abraão sabia que tinham o mesmo sangue e uma ligação familiar. Estavam separados no sentido físico, e ainda que Ló estivesse longe, corria nas suas veias a fé do Patriarca.

Ainda que um membro da nossa família não esteja no caminho do Senhor, devemos orar e fazer guerra espiritual para que ele entre nesse caminho. Mas, se já está no caminho e é totalmente apático, vamos fazer uma guerra profunda para que ele se transforme em alguém consagrado e cheio do Espírito Santo. E, se já é consagrado, a guerra não acabou. Entramos em guerra para que se torne cada dia mais santo, mais cheio do poder, da autoridade do Senhor Jesus Cristo. A guerra começou, mas não tem fim. Até o dia de Cristo de Jesus, vamos guerrear pelo caráter da família.

Devemos orar e guerrear em todo o tempo. Não existe nenhuma promessa de restauração de coração na Bíblia que não envolva o coração da família. Gênesis 12:3, Gênesis 35:2, Êxodo 1:1, Levítico 25:10, Deuteronômio 29:18, Ezequiel 36:38, Jeremias 31:1 e muitas outras passagens têm uma promessa para a família.

Malaquias 4:6 é o último versículo do Antigo Testamento e o Senhor diz: “e ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição”. É uma promessa para a família e para uma nação. Isto mostra Deus Se importando com a família, para que a terra seja curada.

Deus mesmo dará um coração novo para a família, porque, se a família vai bem, nada vai mal; se a família vai mal, nada vai bem. Como vai a sua família? Se estiver bem, vai ficar melhor. Se estiver mal, vai ficar bem. O diabo não vai roubar sua herança. Não fique omisso, nada é maior do que a promessa de Deus. Entre em guerra. É preciso haver um acréscimo de mudança para um degrau a mais.

Sair dos princípios de Deus é entrar numa guerra espiritual sem condições de vitórias. A escolha pessoal pelos atrativos dos sentidos naturais nos leva para o centro da guerra e, consequentemente, fora dos princípios, ficamos escravos. Ló se separou de Abrão e foi para Sodoma. Aconteceu uma guerra de cinco reis contra quatro. Ló estava no meio daqueles povos em guerra e, como consequência, ficou escravo.

Quando rompemos com os princípios espirituais e entramos na questão da escolha do nosso coração, que a Bíblia chama de concupiscência dos olhos, concupiscência da carne e soberba da vida (I João 2:16) e somos seduzidos pelo que é efêmero, natural, físico, sofreremos as consequências.

Ló vivia apenas no físico. Abraão era esperto, não perdia a visão do físico, mas estava no plano espiritual. Conquistava primeiro no plano espiritual.

Em Gênesis 14:12-13, Ló foi apanhado e preso; os reis levaram-no cativo e ele ficou atado debaixo da autoridade daqueles reinos. A palavra que aparece ali é “potestades”, “organizações de autoridade”.

Não eram principados de demônios; era como se fossem reis, organizações maiores que prenderam Ló, que era uma semente de Abraão solto nas proximidades daquela terra, sem direito de entrar nela. E, como Deus não isolou Ló do coração de Abraão, porque Abraão tinha aliança com Deus, no capítulo 14, Abraão cresce mais ainda com Deus, e vemos que ele tem uma experiência profunda com o Senhor. Porém, no capítulo 13, acontece a guerra de cinco reinos contra quatro. Não há detalhes da guerra, mas se memoriza Ló. E a notícia chegou aos arraiais de Abraão: Ló, o teu irmão, foi preso. Ló havia crescido no conceito de Abraão. Ele agora era tido como seu irmão.

Todos nós somos criaturas de sentimentos, e os pastores de Ló causaram um grande problema para Abraão, que poderia muito bem dizer: É, Ló está preso. Problema dele, quem planta colhe. Mas os emissários que escaparam da guerra correram até Abraão e disseram que o irmão dele estava nas mãos dos inimigos. Abraão cuidou de montar uma estratégia para libertá-lo.

O Senhor nos chamou para organizar uma estratégia de libertação específica para cada pessoa, porque cada pessoa tem o sentimento diferente. Precisamos organizar uma estratégia de libertação para vencer a imoralidade, o roubo, a idolatria, a feitiçaria, o paganismo. Abraão poderia deixar Ló cativo, sem se importar se o sobrinho estava preso ou não. Mas, ele teve compaixão para sarar o seu irmão e se apressou para libertá-lo. Gênesis 14:14 diz que os servos nascidos na casa de Abraão foram convocados para a guerra, 318 deles.

Vamos chamar para a guerra as pessoas que têm o mesmo sentimento, as nascidas na nossa casa. Todos os que foram guerrear a favor de Ló, para resgatá-lo da mão do inimigo, eram conhecidos dele. Lendo os capítulos 13 e 14, vemos que foi organizada uma estratégia espetacular. Eles despojaram o inimigo de tal forma que no fim Abraão ficou ainda mais rico! E Ló estava liberto, para glória de Deus Pai.

Quantos membros da nossa família estão na mão do diabo e nós ficamos relaxados? E quantas pessoas caminham no Reino, mas ficam totalmente descompromissadas com Deus, só porque ficaram decepcionadas com alguém da Igreja, e acabam generalizando, estendendo a decepção para todos os crentes que conhece.

Restaurando a alma com compaixão e responsabilidade

O que precisamos é restaurar nossa alma. Algumas pessoas, com mais exemplos bons do que ruins, por causa de um único acontecimento passado ou de uma interferência maligna, não deslancham na fé, porque Satanás encontrou uma brecha de sensibilidade e fica amarrando essas pessoas.

Lance qualquer argumento desse tipo para longe de você e deixe que o sentimento da glória de Deus, o sentimento de filhos de adoção, pelo qual pudemos chamar “Papaizinho”, entre no seu coração e faça você andar em novidade de vida.

Muitos dos nossos irmãos são “Lós”, e devemos guerrear pela causa deles. Duas coisas devem estar casadas no nosso coração por eles: compaixão e responsabilidade. A unção que estava sobre Abraão deve vir sobre você, para resgatar seus irmãos.

Jesus disse: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos.” (Jo. 8:31). Jesus é da semente de Abrão, e quem está em Jesus está na semente de Abraão.

A semente de Abraão, o pai da fé, está dentro de você. Vamos libertar nossa família debaixo da unção da fé. Deus nos chamou para tirarmos nosso irmão das mãos do inimigo. Somos responsáveis por isso.

 

Fonte

Fonte

DEIXE UMA RESPOSTA